Associação de Revendedores de Veículos
Automotores no Estado do Paraná

11 de Setembro de 2017
Assovepar na mídia

A venda de veículos usados está em ascensão, pois a retomada na venda do zero quilômetro também favorece o setor. A matéria foi veiculada no Jornal Folha de Londrina na última, sexta-feira (08) e contou com entrevista do vice-presidente da Assovepar, Antonio Gilberto Deggerone.
Acompanhe o texto na íntegra:

 

Vendas de veículos novos e usados estão em ascensão

Setor acredita que retomada das vendas de zero quilômetro afeta positivamente os negócios de seminovos

 

Do total de automóveis e comerciais leves transacionados, os usados (de um a três anos de fabricação) representaram 15,4% das negociações em agosto

O mercado de veículos apresenta recuperação depois de amargar um 2016 de resultados negativos. O segmento de novos registra um crescimento de 6,71% no acumulado do ano, enquanto os usados tiveram alta de 9,21%, em relação ao mesmo período de 2016. O setor de novos fechou 2016 com uma queda de 20,47% comparado com 2016, e os usados apresentou estabilidade (0,01%).

Mesmo com a reação das vendas de zero quilômetro, o mercado de usados não deve ser impactado, acredita o setor. De acordo com levantamento feito pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) as transferências de automóveis e comerciais leves usados apresentaram alta 8,66% em agosto, na comparação com o mês anterior.

Do total de automóveis e comerciais leves transacionados, os usados (de um a três anos de fabricação) representaram 15,4% das negociações realizadas em agosto. Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o mercado de usados vem mantendo a tendência de alta. "O destaque no resultado de agosto foi que as transações de veículos usados, apesar da continuidade do movimento de alta, não acompanharam o crescimento das vendas de veículos novos. Com isso, o índice de proporcionalidade de troca caiu de 5,2 usados transacionados para cada novo emplacado (proporção em julho), para 4,9 em agosto, tendo, como principal motivo, a baixa oferta de veículos seminovos", comentou Assumpção Júnior.

O Paraná acompanha a evolução nacional, impulsionado principalmente pelo bom desempenho do agronegócio. "O mercado de zero quilômetro perdeu quase 50% das vendas nos últimos dois anos. Agora, começa a retomada do crescimento e o usado vem junto. E o que nos ajuda aqui no Paraná é o agronegócio, que desequilibra qualquer número", afirmou Antonio Gilberto Deggeronie, vice-presidente da Assovepar (Associação de Revendedores de Veículos Automotores no Estado do Paraná).

O setor está animado com a perspectiva de vendas do segundo semestre. "Tivemos um primeiro semestre bom e historicamente, o segundo semestre é melhor. De forma geral, estamos animados", disse Deggerone.

Em Londrina, o segmento de usados percebeu o mês de agosto mais movimentado do que o anterior e uma leve recuperação do mercado de novos. "O giro de carros de até R$ 35 mil foi melhor, mas foi um resultado positivo comparado com o mês anterior. Julho foi muito parado. No comparativo com o agosto do ano passado, teve uma estabilidade", comentou Ricardo Mizuno, gerente da Caldarelli Veículos.

No entanto, na avaliação de Mizuno, o ano está mais fraco do que 2016 e para compensar a redução nas vendas, a empresa investiu 50% mais em marketing do que o ano passado. Com a recuperação dos carros novos, o gerente acredita que fomente o segmento de seminovos e usados. "Aumenta a quantidade de carros no mercado, aumenta a concorrência no seminovo e movimenta o mercado", afirmou Mizuno. Segundo ele, as vendas da revenda precisam crescer entre 10% a 15% no segundo semestre para fechar o ano com incremento em relação a 2016.

Além do volume de vendas, outros indicadores como o tempo de estoque também confirmam esse movimento de recuperação de mercado. "O seminovo está vendendo com menos dias de estoque. Por exemplo, se antes você tinha 30 carros no estoque demorava 100 dias para vender. Hoje, você tem 33 carros (incremento de 10%) e fica com eles 30 dias em estoque", exemplificou Carlos Bicchi, diretor da Vernie Citröen.

Outro indicado positivo, na opinião de Bicchi, é a margem de lucro. "Em 2016, piorou muito as margens. Foi preciso baixar preços para fechar cotas de vendas. E agora, recuperou-se essas margens. Isso não é mensurado", comentou o diretor. O cenário está melhor para os dois segmentos.

 
Fonte:
http://www.folhadelondrina.com.br/economia/vendas-de-veiculos-novos-e-usados-estao-em-ascensao-987827.html
 
Foto:Marcos Zanutto.

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